Arquivo do mês: maio 2010

Pinceladas

De longe, até acho bacaninha. De longe.

Não adianta; não é segredo nenhum para os que convivem comigo que não gosto dessa cidade. Ponto. Fato. E a probabilidade da minha opinião mudar é quase zero absoluto.

Mas, ao invés de ficar enumerando ad eternum meus motivos (o quê, convenhamos, seria uma demonstração de que meus neurônios estão pipocando como plástico bolha, para ficar falando de algo que não gosto), resolvi fazer um exercício mental: uma série de posts com o que gosto aqui.

Sim, sim…vai ser árduo, e vai ser uma série bem pequena. 🙂

Pra começar:  Céu de outono.


Já morei em uma cidade pequena (assunto para outro dia), anteriormente. E aqui (como lá), o céu é diferente da minha terra. Assim como o ar; mais azul, mais límpido.

Dá gosto quando vou abrir o portão da garagem para minha esposa sair de carro, logo cedo. Ela faz um último aceno, me observando pelo retrovisor e eu fico ali, por alguns segundos, olhando o carro diminuindo no horizonte dos quarteirões abaixo.

Enquanto peço a Deus que a proteja dos ineptos motoristas da cidade,  desvio o olhar – sempre, todos os dias – para o céu e fico olhando as poucas nuvens, pinceladas em um azul de tom não-catalogado; um manto de tranquilidade que cobre toda a cidade. Faz bem à alma, me traz paz.

Já olhou o céu hoje?

*foto: diretamente do meu celular; Menção Horrorosa no Concurso 2010 de Fotos da National Geographic, categoria Cidades-que-você-não-gostaria-de-conhecer-nem-Morto.

Navegação de cabotinagem (ou: Você conhece alguém assim.)

Tava procurando algo para postar sobre um certo tipo de “profissional” (aspas, as melhores amigas da ironia), e achei o texto abaixo.

Não só é pertinente tudo o que ele informa e descreve, como a preguiça de desenvolver algo me venceu. (Que é? Pelo menos estou sendo honesto!)

“(…) personagem complicada do ambiente corporativo é o profissional CABOTINO, aquele indivíduo que adora propagandear seus feitos e age como se as conquistas e realizações fossem um mérito exclusivo dele, e não o resultado do trabalho de uma equipe.

O termo ‘cabotino’ vem do francês e tem sua origem em um ator parisiense do século XVII, chamado Cabotin. O artista costumava fazer turnês pelas cidades da França, e quando chegava a um lugar, alardeava que o maior e mais talentoso ator do mundo se apresentaria em tal data e tal horário. Estimuladas, as pessoas se empenhavam em ver o ‘artista maravilhoso’, e se surpreendiam quando, no palco, surgia ninguém mais ninguém menos que o próprio ‘propagandeador’ do ‘mestre’ Cabotin.

A mesma coisa acontece quando esse tipo de profissional ‘alardeia’ seus feitos, suas inovações, suas descobertas. Não raro, esses ‘gênios’ não passam de pessoas com desempenhos medianos ou até inferiores à média, e raramente duram nos empregos e cargos que conquistam na base da autopromoção. Quando suas máscaras caem, eles simplesmente abandonam o show e tentam conquistar os incautos de outras praças.

Como se livrar de pessoas assim e evitar que elas contaminem o ambiente corporativo? Eis aí uma questão de difícil resposta. Mas, quanto mais atenção for dada à real meritocracia, menos espaço sobrará para que os profissionais sem conteúdo ou de caráter duvidoso espalhem seus tentáculos.” (*)

Marcelo Gonçalves (Sócio-diretor e responsável pelo escritório de São José dos Campos da BDO, empresa especializada em auditoria, tax e advisory).

HSM Online
03/05/2010

Se, pelo menos, dar um tabefes – até o braço doer – nesse tipo de sujeito adiantasse algo…

Baseado na minha experiência pessoal, sugiro duas maneiras de contornar a situação.  Na falta de solução melhor, resta(¹) fazer duas coisas: uma, ignorá-lo sempre que possível, e duas: envergonhá-lo, pondo à vista de todos a falta de conhecimento, e competência do invertebrado, assim que surgir a oportunidade.

Mas, atenção: Sutilmente! Na primeira ga-ga-guejada frente dele ao questionamento de um superior, demonstre que você tem a resposta certa, para alguma situação apresentada. Sem erguer a voz, sem atropelos, sem pisar no pé de algum estagiário para chegar mais perto do chefe.

Isso, desde que você tenha a resposta certa. Mesmo.

(Se não, cale-se, e adote um ar de “estou concentrado, encarando com a devida seriedade esta crise pela qual a empresa está passando…será que já tem café?”)

E nunca, nunca – ó, prestenção! mas nunca mesmo! – dê um cuecão (literal ou figurativo) no cretino na frente do chefe! Já que o boçal não tem escrúpulos, isso pode gerar uma vingança da parte dele, que pode acabar desembocando em outro tipo de situações, infinitamente… Como se não bastasse o tempo que você perde diariamente com o obtuso, ainda teria que lidar com mais essa…

(* Tirei daqui, ó. http://br.hsmglobal.com/notas/57394-invejosos-e-cabotinos)

(¹: é resta ou restam??? Enfim.)

Duelo Samurai da Semana

– Cabra da peste! Se eu pegá ocê bulindo c’a minha mulé traveiz, abro teu bucho c’a minha pexêra!

– Ai, que meda!

Extra! Extra!

Hoje, no UOL :  Cachorros surfam durante o 5º campeonato anual de surfe canino em Imperial Beach, ao sul de San Diego, California

Iiiiisssaaaaa!!!!

Se liga na manobra!!!

“Mimimi, mas os direitos dos animais, mimimi, os bichinhos sofrem, mimimi, é muito cansativo, mimimi…”

Sei, sei. Dá pra ver o quanto eles eles estão estressados. Qualquer idiota pode ver.

– Eu  posso ver.

Deixa que eu chuto (Editorial)

O autor, minutos antes de vestir a camisa-de-força e ser levado pelos enfermeiros.

Se tem uma coisa em mim que – praticamente – me enlouquece, é a capacidade que tenho de gostar ao mesmo tempo de coisas “arrumadinhas”,  e odiá-las.

Explico.

Explico e confesso: sou perfeccionista. Mas não piro com isso.

Se, por um lado (coisas de libriano, dirão alguns) quero harmonia, um lugar para cada coisa e cada coisa em seu lugar, por outro existe sempre a vontade de pegar um trabuco e sair dando tiros para cima, acordando a vizinhança (coisas de escorpiano, dirão outros; coisas de maluco, dirão todos).

Comecei um blog há…deixeuver…uns dois anos, sei lá, não importa. Criei marcadores, elenquei links, postei vídeos, reclamei, fiz críticas de coisas que entendo e outras das quais não manjo picas e…

…e o quê? Fui desencanando. Faltou tempo para postar, faltou assunto, começou a ficar – no meu entendimento – uma ditadura da forma sobre a função. Tava “bonito” (da forma como eu entendia isso) e só. Pior:  perdeu a graça.  Mas vai ficar;  se me der na telha, volto a postar lá. E daí?

(Sem falar que postei coisas sobre pessoas, que me arrependo. Pessoas que conheceram o blog, sabem o caminho e não quero que leiam mais o que escrevo.)

Mas ficou a vontade de ter um blog.  Senti que tava na hora de  zerar a fatura.

Vou tentar de novo, e de novo não sei no quê vai dar. Poderia até dizer que,  se não der certo, vou desistir e criar calopsitas mas…cara!

…calopsitas dão muito trabalho, outro dia eu conto.

O espaço é novo, tudo branco e limpo,  bem clean,  e – vamos deixar bem claro – não é uma democracia. É claro que comentários são bem-vindos, blá blá blá, etc etc etc, mas… na boa?

Aqui é o meu diário, o meu divã, o meu playground, o meu caixote de maçãs na pracinha, onde eu vou subir e falar do jeito que eu aprendi.

Vou resmungar muito, rir muito, dar opiniões erradas, mudar de opinião, ser politicamente incorreto, fazer posts completamente nonsense, sobre rock, cinema, quadrinhos, política, minha cidade, a cidade em que vivo agora, cachorros…enfim, postar sobre o quê eu quiser.

Se quiserem conteúdo, experimentem o blog da minha patroa, que é bem legal, e bem mais útil: http://infinidadedepalavras.blogspot.com/

Por aqui, por enquanto, vou ligar a cafeteira, e buscar meu trabuco atrás da porta.

E deixa que eu chuto! Quac!

quac.

Continuo explorando as funcionalidades daqui; assim que eu me decidir se uso ou não este blog, vocês vão ficar sabendo… (existem coisas aqui, que eu realmente não entendo)