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Sobre folhas e raízes.

Você pode até achar o cúmulo da má-vontade com a cidade, mas toda vez (tooodo dia, melhor dizendo) que saio de casa, me armo com meu mp3 nos ouvidos, e sigo em frente, sem nem olhar – muito – para os lados.

E, olhando, observando…acabei encontrando mais uma coisa que gosto daqui.

Árvores.

E elas estão por toda parte, de todos os tamanhos, formas, cores, tons e matizes.

Servindo de refúgio para um João-de-Barro anti-social;

explodindo de cor, contrastando com o céu.

E tem de tudo mesmo:

pé de mamão no quarteirão de baixo,

jabuticabeira no quintal do vizinho,

pé de cacau no caminho (Cacauzeiro? É isso?),

fazendo das calçadas um tapete natural.

Até a mais torta é cheia de personalidade.

Taí; as árvores daqui também são legais.

Vida nas ruas.

Além dos cachorros, claro.

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Nariz gelado

Continuando a ridiculamente pequena série Coisas-que-gosto-aqui (tá, tá, tá! O nome é ruim, não vende, mas não consegui pensar em nada melhor. Ainda. Vou chamar do quê? Coisinhas???)… o assunto hoje é a população quadrúpede da cidade.

Não me refiro aos quadrúpedes de balcão, de repartição, sentados ao volante, ou mesmo àqueles que brandem seus diplomas em praça pública, enganando a si mesmos, julgando-se menos imbecis. Não, não e não.

Estou falando de outros quadrúpedes. Peludos, com rabo e focinho gelado.

Tranquilos.

Curiosos.

Fujões.

Preguiçosos.

Praticamente todos os dias vejo um deles; essa galerinha dá um colorido especial às ruas dessa cidade,  sempre simpáticos, mesmo à distância.

Adoro esses caras. A vida seria bem mais sem-graça se eles não existissem.

Pinceladas

De longe, até acho bacaninha. De longe.

Não adianta; não é segredo nenhum para os que convivem comigo que não gosto dessa cidade. Ponto. Fato. E a probabilidade da minha opinião mudar é quase zero absoluto.

Mas, ao invés de ficar enumerando ad eternum meus motivos (o quê, convenhamos, seria uma demonstração de que meus neurônios estão pipocando como plástico bolha, para ficar falando de algo que não gosto), resolvi fazer um exercício mental: uma série de posts com o que gosto aqui.

Sim, sim…vai ser árduo, e vai ser uma série bem pequena. 🙂

Pra começar:  Céu de outono.


Já morei em uma cidade pequena (assunto para outro dia), anteriormente. E aqui (como lá), o céu é diferente da minha terra. Assim como o ar; mais azul, mais límpido.

Dá gosto quando vou abrir o portão da garagem para minha esposa sair de carro, logo cedo. Ela faz um último aceno, me observando pelo retrovisor e eu fico ali, por alguns segundos, olhando o carro diminuindo no horizonte dos quarteirões abaixo.

Enquanto peço a Deus que a proteja dos ineptos motoristas da cidade,  desvio o olhar – sempre, todos os dias – para o céu e fico olhando as poucas nuvens, pinceladas em um azul de tom não-catalogado; um manto de tranquilidade que cobre toda a cidade. Faz bem à alma, me traz paz.

Já olhou o céu hoje?

*foto: diretamente do meu celular; Menção Horrorosa no Concurso 2010 de Fotos da National Geographic, categoria Cidades-que-você-não-gostaria-de-conhecer-nem-Morto.